O problema antes da insulina
- ✓Diabetes tipo 1 era uma sentença de morte: o corpo simplesmente não produzia insulina.
- ✓A insulina é o hormônio que destrava as células para usarem o açúcar do sangue.
- ✓O único tratamento eram dietas de fome — que adiavam o desfecho, não o evitavam.
A descoberta — linha do tempo
1889
Minkowski e von Mering mostram que remover o pâncreas causa diabetes.
1902
Bayliss e Starling propõem o conceito de incretina — hormônios intestinais que mensageiam o metabolismo.
1921
Em Toronto, Frederick Banting e Charles Best, sob o professor John Macleod, isolam o extrato pancreático.
Início de 1922
James Collip purifica o extrato a um nível seguro para uso humano.
11/01/1922
Leonard Thompson, 14 anos, recebe a 1ª dose — alergia. A 2ª, purificada, funciona. Nascia o 1º paciente tratado.
1923
Prêmio Nobel de Medicina (Banting e Macleod, que dividem com Best e Collip) + 1ª produção comercial em larga escala.
Por que foi revolucionária
- ✓Uma doença fatal virou administrável — pacientes voltaram a viver anos, décadas.
- ✓Um dos primeiros medicamentos biológicos da história moderna.
- ✓Provou, na prática, que é possível repor um hormônio que o corpo deixou de produzir bem.
A ponte para os hormônios metabólicos modernos
O metabolismo é comandado por hormônios mensageiros — moléculas que dizem ao corpo quando comer, quando armazenar, quando gastar. A insulina foi o 1º degrau. A pesquisa das incretinas, cuja raiz está em 1902, levou à geração seguinte de hormônios que atuam em apetite, glicemia e energia. A linha do tempo é contínua: tudo começa em Toronto, em 1921.
A insulina hoje
- ✓Saiu do extrato animal e chegou aos análogos de precisão.
- ✓Continua sendo o pilar do tratamento do diabetes tipo 1 e, em muitos casos, do tipo 2.
- ✓Mais de 100 anos depois, ainda é a referência de como um hormônio pode mudar uma doença.
